terça-feira, 9 de junho de 2015

RESENHA: O Reino de Mira, Mateus Lins

Conheci o reino de mira no podcast O Drone Saltitante, do Igor e da Diana. Na ocasião, eles entrevistavam o próprio autor, Mateus Lins (OUÇA O EPISÓDIO AQUI). Mesmo antes de ler a obra, ouvir de um jovem escritor que conseguira publicar sua obra de fantasia no brasil com apenas 16 anos, já é motivo de admiração e esperança num mercado literário que ainda engatinha na publicação de fantasia e ficção de autores nacionais. 

Comprei no mesmo instante a obra e me deparei com uma historia simples e muito bem escrita. Já estou grandinho para histórias de princesas e bruxas, bem sei. Mas quando se escreve, você lê muito mais que a obra.

A narrativa é bem contemporânea, o que por um lado dialoga com os novos leitores, e por outro nos tira do clima fantástico, principalmente quando o autor usa de analogias pra nos aproximar da situação das personagens. 
Somos apresentados a Mira, uma princesa que vive enclausurada em seu castelo e que encontra em Pedro - plebeu filho dum servidor do castelo - uma amizade sincera.





Uma foto publicada por Willian Costa (@willacosta123) em

As coisas começam a mudar quando Elen, uma estrangeira, torna-se sua tutora. Com o tempo, a mulher se mostra como  a verdadeira vilã da história, lançando a pobre menina mais seu fiel amigo, numa incrível jornada e, busca duma solução para salvar seu reino. Mais interessante que essa jornada é o desenrolar da relação entre Pedro e Mira, que nos leva a nostalgia do fim da infância.


O Reino de Mira é publicado pela Modo Editora.


Site Oficial: O REINO DE MIRA 

SKOOB: O REINO DE MIRA

GOODREADS: O REINO DE MIRA

segunda-feira, 1 de junho de 2015

RESENHA: O Oceano no Fim do Caminho, Neil Gaiman



Nostalgia.

Posso resumir nesta unica palavra a experiência que o livro me trouxe. Somos apresentados a um protagonista de meia idade que retorna a sua antiga cidade para um enterro e decide visitar os arredores onde passou boa parte da infância. Levado pela mesma palavra acima, ele começa a recordar dos seus sete anos.


Já neste primeiro momento, Neil Gaiman me ganhou. A narrativa dele consegue nos dar aquele ''sabor'' de tempo. E o que era para ser apenas uma memória simples da criança que um dia o narrador fora, se torna uma aventura fantástica que faz você se perguntar se todo o episódio realmente aconteceu ou se foi a forma que na época ele achou para  lidar com certos ''traumas''.


Ganhei o livro num sorteio de dia das bruxas pelo twitter da Editora Intrínseca. Nunca havia lido, com exceção de alguma coisa de Sandman, nada de Neil Gaiman. Portanto, minhas expectativas estavam neutras. Digo isso, porque na maioria das resenhas sérias que dei uma olhada a posteriori, a expectativa por ser uma obra de Gaiman, acabou por não satisfazer alguns. Muitos acharam o livro confuso, principalmente na questão fantasia/real. E para isso eu tenho uma singela opinião: Se você não teve uma infância fantástica, este livro não é para você. Ou melhor, não irá te atingir da maneira que o autor quer.

Algumas pessoas - e eu me incluo no grupo; conseguiram fazer de sua infância  uma aventura fantástica. Seja por diversos fatores: introversão, extroversão, aceitação, negação, etc. E isso de maneira nenhuma desmerecesse quem não teve a infância nesses moldes. Afinal, somos diferentes e vivemos em contextos sociais e culturais diferentes. Alguns usam esse mecanismo de ''conhecer'' o mundo, outros encontram suas respostas em outros métodos.

O fato é: se você teve seu próprio mundinho fantástico onde pôde se sentir seguro, feliz e protagonista, irá se identificar e muito com O Oceano no Fim do Caminho.

Em breve farei um vídeo comentando mais. ;)

Link para compra: AQUI!

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